São, Salvo.

Mês: maio, 2018

Medo

O enterro do medo que volta a brotar

No esforço de fazer uma flor

Branca aberta

Querendo aninhar um céu todo

Um azul de grandes costas

Que afasta

Que apaga e acende nos trancos

Curtos

Circuitos.

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Céu

Infelizmente
Tive que atirar contra o céu
Porque ele me olhava impassível
Assim como eu

Olhei o tiro se perder para o alto
E o barulho sumir
Como se a possibilidade de mudar
Me deixasse

O espaço inatingível
feito da mesma matéria
Inrasgável
Que vai entre tudo
Eu em mim

Repito que é bom
Que peço desculpas
Eu não queria ter atirado

Acho que o ceu é bonito
Mesmo que não seja

O infinito começo para um monte de coisas.