São, Salvo.

Mês: maio, 2015

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O peito corre pra sombra
quando penso nele
fora da sua

simples luta
lua regente de sangues

os braços no mangue
a lama profunda

ofereço os dedos
ao aperto do escuro

remoendo coragem

pausa pra luz

bate no fim do mundo

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Devolve

O velho estende a mão
pro seu ultimo jogo

o fôlego resta
como água no fundo do corpo

feito saliva

hora de mostrar a gengiva
nessa pilha de ossos

que nem fogueira apagada

que nem briga

devolve da morte

o corpo a vida.