São, Salvo.

Mês: janeiro, 2014

Manso

 

Manso, manso no peito

gesso

 

gesso molhado.

 

Derreto feito

caldo

sonho em voltar

e que os outros voltem

 

Se desmoronar

imagino o tamanho da queda

e meço o silêncio em vez de fazer outras coisas

 

desses olhos que não param mais.

 

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Abandono pela poesia

entregue

na hora de me soltar

 

esquecido num brinde

giro de carrossel

 

me deixo enganar por estrelas

amigos

e todos os lados

 

na condução de um sonho

imenso

erguido nos ombros

 

nossa mistura ao pó

do universo

 

e ao invés do peso

 

murcho,

esvazio

 

de tanta luz.