São, Salvo.

Mês: novembro, 2013

Rara

 

Um borrão no mundo visto

escorro

parece que troco de água

 

A densidade rareada

é vaga

mistura do ar sem rumo

 

A íris invadida por um pouco

de escuro é tudo

que se apaga comigo

 

a chama breve da atenção

 

Depois de folhear o espelho

é tudo que vejo

em calma

 

quanto campo, sumo de tudo, nada.

 

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Ignorância

 

A gente vai continuar sobre os planos.

 

Urge que a cidade se planeje

inteligente,

a dar conta de grandes deslocamentos

 

Entrando no peito a respirar

destino a ignorância

 

Teima minha.

 

Criados, mas imperfeitos

o mundo que aí está já esteve

 

Sempre esteve.

 

Por dentro ou sob a ponte

os viadutos que alguém criou

 

Segue batendo um coração inventado sem nenhum dono.

 

Sempre

 

Fazia uma menina desde cedo

o curvo rir

 

Se abria num desejo que não conhecia

vinha de ontem

tocando um monte de coisas e a mim

 

No meio delas

organizava as coisas em porções

de luz

 

Luz sua.