São, Salvo.

Mês: setembro, 2013

.

 

Desapareci no meu peito

tentando encontrar

 

pela última vez:

 

“não sou. nenhum. oceano.”

 

Persegui água

nas sombras

cores

que me disputavam

 

cerco de luz

acerto reto

do rumo

 

ao calei.dos.cópio

 

vidros quebrados presos

em algum lugar

 

caber talvez.

 

Anúncios

.

 

Um dia pensei no fim do dia

que alinha o ponto

em que acabo

 

me vi morto

todo

e terminado

mesmo sabendo que amanhã renasço

 

O dia que inexiste no sol

repito há horas

na casualidade das ruas

produzimos um amor

que finge a eternidade

 

como fingimos que um dia acontece

atrás da lua

 

que tem uma vida atrás da sua

num dia vivo

 

o mesmo tanto que morro.

 

.

 

Voltei da lua e enterrei

meus passos fundo

na terra

 

aterrissar de fera solta

requer de espaço

 

apontei o meu braço em garras

de ferro solto

pro que cabia

no pasto

 

mundo de fome

 

pra linha do horizonte

que tremulava.