São, Salvo.

Mês: fevereiro, 2012

Passeio

Uns numa mesa de bar

Por que receio?

 

Outros

 

Do lado de lá

Partir-se ao meio

 

Lugar de lugar em lugar

Pra que veio?

 

Ao todo decide ficar

 

É teu jeito.

 

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Calma

Amolecem meus sonhos

na passagem

da água

desenboca em presente

e calma

 

Ouvi da sua boca o mais belo conto

Mas nem escutei direito

As palavras

 

Amanhecem as coisas espreguiçadas

 

Me assustou ao surgir

A paisagem

Que se empilhava no dia de ontem

Mas hoje são ditas

Claras

 

Sou a folha verde da árvore

De tronco esquisito

Que você reparou

Tão logo virou

na escada

 

Sou a saia da moça

Azul que corria

Enquanto você

Descansava

 

Sou o amarelo dessa tarde

 

O azul amarelo o verde amarelo

Que te inebriava

 

Foi assim que escolhi

O vento

 

Andando devagar na estrada

Luar

 

Ofereço nada mais

a dizer

que esteja

 

o que eu sabia ontem

talvez nunca mais

me beija

 

Me escute

Sem me levar

O recuo do mar

 

Sempre nos deixa

 

Minha fala

brisa no ar

 

Luar que seja.