São, Salvo.

Mês: março, 2010

Vastume

 

Nesse vastume

o que tem?

que meu braço alcança

mas cansa

E volta pro bolso

a mão.

  

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Multidões

 

Eu sinto a tristeza das multidões

no meu peito

bate o sopro gelado de séculos

As lágrimas perdidas de quem vive

Por favor, pra mim só um gole

Do sol que bate no meu peito e morre

Deixa-me só do martírio

E some.

    

Desfeito

 

Um navio solta as amarras no cais

a muito custo,

o trabalho

de uma vida inteira:

uma igreja particular

sem santos,

sem padroeiros, no altar

só um nó de marinheiro

cegueira, que se desfaz.

 

Primeiros passos

 

Primeiro, é preciso ter medo do escuro

E atração pelo medo

Que a gente sabe que é de muito pouco

Que é por acaso

 

É preciso enfrentar o acaso

De tudo que se assemelhou à sua alma

Mas não é sua alma

É preciso acreditar em alma

E que a alma não tem medo de nada

 

É de quem enfrenta o medo do escuro

E se vê (são e salvo?) no olho dos loucos

É de quem tromba em tudo que se constante

É de quem queda livre

 

A poesia é de quem

se perdeu do presente

 

Teste

Aqui a teste

pros comentários

uns posts de vez em quando

buscando um bocado

você que é um, que é?

Aqui vou eu, são

salvo.